quarta-feira, 17 de junho de 2026

// o que vocês fariam diferente se soubessem que vão morrer em 6 anos? ou apenas um texto apaixonado de uma fã


Foi no story de uma colega que conheci Oliver Tree, e foi amor à primeira ouvida. A música em questão era Alien Boy e ao assistir ao clipe, garanti logo minha carteirinha de fã.

Conheci o Oliver lá pelo final de 2019, então foi um artista que me salvou diversas vezes na maldita pandemia. O trabalho dele exala criatividade e inspiração, ficando quase impossível não se identificar com o trecho de alguma letra e/ou não achar incrível algum clipe, ainda mais quem tem interesse em audiovisual.

 

Não fui no show dele que aconteceu dia 06/06 aqui em São Paulo. Não fui porque achei que seria irresponsabilidade financeira, devido a minha atual situação mencionada no post passado. Desde o dia do show, o sentimento de arrependimento me consumiu, mas mesmo assim eu tava acompanhando todos os vídeos que saíam. Parecia que o cara tava vivendo um momento incrível que, infelizmente, acabou no dia 14/06.

Eu tô em choque. De hora em hora meu cérebro lembra "caramba, o Oliver Tree morreu" enquanto os pelos do meu antebraço ficam arrepiados. Pela primeira vez chorei por causa da morte de um artista que gosto pra caralho. Em 2021 eu fiz tema Oliver Tree no meu bullet journal KKKK. Esse é meu jeitinho. Quando gosto já indo pra um nível fã, vou procurar conhecer mais, seja do trabalho artístico, seja do pessoal do artista.


Oliver Tree já era figura conhecida na internet desde a época do Vine. Aquele visual excêntrico já chamava a atenção de bastante gente, msa não foi aí que Oliver começou a fazer música. Aos 6 anos ele lançou seu primeiro trabalho depois de estudar piano e fazer aulas de composição. Depois disso, ele passou por uma banda de ska, fez experimentações de hip hop com música eletrônica e chegou a gravar com um grupo de rap; além de de fazer show de abertura para artistas como Frank Ocean e Tyler, the Creator. Aos 18 anos ele já tinha assinado com uma gravadora, e sob o pseudônimo Tree, lançou um EP chamado Demons, no qual chamou uma certa atenção por causa do cover de Karma Police (Radiohead), que o próprio Thom York aprovou.

Oliver Tree Nickell fez e faz eu sentir coisas maravilhosas com suas músicas. Esse é apenas um texto apaixonado de uma fã que não para de pensar "o que eu faria diferente se soubesse que vou morrer em 6 anos?", que foi o tempo que acompanhei a carreira em vida. Sinto que foi um privilégio muito grande acompanhar esse ser humano fazendo sua arte sem medo de nada.

Obrigada, Oliver Tree ♥

Tu foste embora, mas tua arte tá pra sempre comigo.




domingo, 14 de junho de 2026

// etarismo, trabalho, saúde mental e Belém | boletim #2

 

Younger.

Esperei tanto pra começar essa série e abandonei logo no piloto. Uma mulher sofrendo etarismo aos 40 anos, infantilizada e colocada como tadinha da silva não me convenceu a embarcar nessa viagem cheia de estereótipos femininos. Próxima!


Fui demitida. De novo.

Não comentei isso por aqui, mas ano passado eu decidi dar um tempo do meu trabalho com encadernação artesanal, já que a grana que entrava era baixa e eu não consegui fechar 3 turmas de aulas seguidas no primeiro semestre de 2025. Eu tava me sentindo um saco de pancadas frustrado até que li O Ato Criativo e finalmente decidi aceitar que talvez eu nunca ganhe dinheiro suficiente pra me sustentar disso, que é melhor ser clt do que arriscar. E quer saber?! Eu já tava cansada de arriscar, eu tentei por 9 anos e não consegui atingir meu objetivo de só trabalhar com arte, então voltei pra faculdade e voltei a trabalhar só com marketing e como videomaker. Os meses passaram e eu entrei em um loop de emprego merda, e acabei de sair do terceiro, que fiquei apenas 15 dias. Não vou entrar em detalhes de ter ficado tão pouco tempo porque eu mesma não sei, o RH só me disse que minha superior pediu pra me desligar. Ela nunca deu feedback negativo, nunca mencionou nada específico, eu tava fazendo trabalho de duas pessoas e ela fez isso. Ok, é a vida, eu sei, mas que momento merda eu tô vivendo, hein... 


Saúde mental.

Desde a demissão, me afundei em Fortnite. Tô jogando dia e noite enquanto intercalo com envio de currículos e provas da faculdade. A última demissão foi um baque, então na verdade eu tenho que confessar que meu tempo de tela aumentou bastante, por isso acabei desativei o instagram... supostamente pra me ajudar, só que de nada me serviu, já que tô jogando bastante video game e reassistindo Modern Family. Aaaaaaah


Belém.

Dia 18/06 vou pra Belém, depois de 2 anos e meio. É uma visita rápida que tô apostando todas as minhas fichas que vai recarregar minha energia pra continuar de cabeça erguida. Ah, e também preciso trazer algumas coisas pra São Paulo que ainda estão na casa da minha mãe.




sexta-feira, 10 de abril de 2026

// frustração e tristeza #BEDA 6

Post originalmente escrito em 24/03/2025.


foi quando começou a tocar sex on fire no primeio dia de outono que o sentimento de nostalgia me preencheu. eu não sabia que seria muito importante sentir aquilo até sentir naquele exato momento. essa música marcou demais o meu terceiro ano do ensino médio. a pressão de ter que "decidir o que vc quer ser quando crescer" era totalmente esquecida quando eu ouvia do início ao fim esse álbum nas tardes de 2009. naquele único momento eu não pensava sobre o fato de, infelizmente, o curso que eu queria estudar não tinha na minha cidade, e que, mesmo sendo possível, minha mãe não deixou eu mudar de estado pra estudar aquilo. no final das contas eu gosto de pensar que até foi bom da parte dela pq a mtv brasil faliu e fechou poucos anos depois, então eu não ia ter emprego da mesma forma que não tive ao estudar publicidade e propaganda. ironias à parte, gosto da sensação que é lembrar daquela Camila. aquela minha versão tão sonhadora jamais imaginaria que estaríamos hoje em dia tão tristes e frustradas, no plural mesmo, afinal, todas as nossas versões que já existiram estão aqui sentindo a mesma coisa: frustração e tristeza.