sábado, 1 de agosto de 2026

// Eu não sei dizer adeus pra quem escolheu ir embora sem me avisar

Texto originalmente escrito em 18/03/2025.


Eu prometi. Eu bati o pé. EU JUREI! Jurei que ia te esquecer! Mas aí tocou Sondre Lerche e logo veio o gatilho. Por algum motivo, que aparentemente vou precisar trabalhar na terapia novamente, não consigo deixar pra trás nossas memórias. Não foste a melhor das pessoas que passaram pela minha vida, mas com certeza, vivemos muitas coisas marcantes.

Quando a música acabou, veio a vontade de mandar uma mensagem. Mas o que eu escreveria? Não sei. Eu sinto saudade da nossa amizade, mas convenhamos que seria muito estranho mandar um "saudade" do nada, né?! Prefiro me abster do possível vácuo que vou levar. Até porque, tu foste embora. Eu continuei minha preciosa vidinha ignorando os sentimentos provocados por ti. A última coisa que eu havia sentido por ti, tinha sido ansiedade. Uma crise das brabas, inclusive. Mas a terapia me ajudou a perceber que eu dou todo esse poder às pessoas. Por isso tinha jurado te esquecer. Pra não te dar mais esse poder.

Não resisti e abri o maldito do Hotmail. Sim, aquele do finado MSN. E num piscar de olhos o Hotmail me fez lembrar teu número novamente.  Logo eu que demorei tanto tempo pra esquecer. Apaguei do celular desde 2018. No impulso, salvei o número pra ver se aparecia tua foto. Apenas na esperança de ainda usares o mesmo número... e, um pouco sem surpresa, ela apareceu. A mesma foto e o mesmo status desde 2014!  Até aqui, zero surpresa. Eu só queria uma desculpa pra essa minha vontade de afundar cada vez mais nesse poço, tudo que vier é lucro.

A dor não some quando lembro das coisas do nosso passado. E ela não vai sumir, já que assim eu tô alimentando esse vício da vida na coitadolândia. É um misto de esquecer tua existência por anos e lembrar de tudo por causa de uma música, sentir tudo de novo e querer afundar de tristeza porque tu escolheste ir embora e me abandonar. Escrevendo dá até uma certa vergonha de te dar toda essa importância, sabe?! Mas é o que a minha versão ferida ainda sente. Se ela sente, ainda dói. Se ainda dói, é necessário curar isso com cuidado. Me desculpa, é que eu não sei dizer adeus pra quem escolheu ir embora sem me avisar.

quarta-feira, 8 de julho de 2026

// minhas obsessões atuais


  1. david choe
  2. canal creative minds
  3. meu novo art journal
  4. bring me the horizon
  5. colagem
  6. canal ricardo franzen

quarta-feira, 17 de junho de 2026

// o que vocês fariam diferente se soubessem que vão morrer em 6 anos? ou apenas um texto apaixonado de uma fã


Foi no story de uma colega que conheci Oliver Tree, e foi amor à primeira ouvida. A música em questão era Alien Boy e ao assistir ao clipe, garanti logo minha carteirinha de fã.

Conheci o Oliver lá pelo final de 2019, então foi um artista que me salvou diversas vezes na maldita pandemia. O trabalho dele exala criatividade e inspiração, ficando quase impossível não se identificar com o trecho de alguma letra e/ou não achar incrível algum clipe, ainda mais quem tem interesse em audiovisual.

 

Não fui no show dele que aconteceu dia 06/06 aqui em São Paulo. Não fui porque achei que seria irresponsabilidade financeira, devido a minha atual situação mencionada no post passado. Desde o dia do show, o sentimento de arrependimento me consumiu, mas mesmo assim eu tava acompanhando todos os vídeos que saíam. Parecia que o cara tava vivendo um momento incrível que, infelizmente, acabou no dia 14/06.

Eu tô em choque. De hora em hora meu cérebro lembra "caramba, o Oliver Tree morreu" enquanto os pelos do meu antebraço ficam arrepiados. Pela primeira vez chorei por causa da morte de um artista que gosto pra caralho. Em 2021 eu fiz tema Oliver Tree no meu bullet journal KKKK. Esse é meu jeitinho. Quando gosto já indo pra um nível fã, vou procurar conhecer mais, seja do trabalho artístico, seja do pessoal do artista.


Oliver Tree já era figura conhecida na internet desde a época do Vine. Aquele visual excêntrico já chamava a atenção de bastante gente, msa não foi aí que Oliver começou a fazer música. Aos 6 anos ele lançou seu primeiro trabalho depois de estudar piano e fazer aulas de composição. Depois disso, ele passou por uma banda de ska, fez experimentações de hip hop com música eletrônica e chegou a gravar com um grupo de rap; além de de fazer show de abertura para artistas como Frank Ocean e Tyler, the Creator. Aos 18 anos ele já tinha assinado com uma gravadora, e sob o pseudônimo Tree, lançou um EP chamado Demons, no qual chamou uma certa atenção por causa do cover de Karma Police (Radiohead), que o próprio Thom York aprovou.

Oliver Tree Nickell fez e faz eu sentir coisas maravilhosas com suas músicas. Esse é apenas um texto apaixonado de uma fã que não para de pensar "o que eu faria diferente se soubesse que vou morrer em 6 anos?", que foi o tempo que acompanhei a carreira em vida. Sinto que foi um privilégio muito grande acompanhar esse ser humano fazendo sua arte sem medo de nada.

Obrigada, Oliver Tree ♥

Tu foste embora, mas tua arte tá pra sempre comigo.